por Luiz Orleans
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Menestrel [imagens do Google) |
Nessa condição, de ser liberto das peias do centro das coisas,
Construo elucubrações para além das enciclopédias.
São versos que revolvem o tecido molecular das grandes
[aspirações,
Aprofundando-se nas imprecisas mensagens dos que ousaram
Ouvir, tocar, provar e falar sobre as coisas contidas na Caixa de
[Pandora.
No entanto, saibam todos, as bibliotecas não reterão tais manuscritos.
- proscritos pelo genial dono-de-tudo, não foram editados.
Desalento?
A mancha na alma é maior quando chega o final do dia.
Ao crepúsculo de tudo, as palavras pensadas, contudo, não editadas,
[somem no vazio.
As grande obras tornam-se nada na poeira do tempo.
Sem registros em pedra ou quaisquer fósseis para além das eras,
[negam-se em si as pegadas de tantos e tantas.
Dinossauros, homens, baratas; cada um cada qual, impotentes vitimas,
[sem abrigo que os protejam da fúria celeste
de devastador meteoro assassino.
Sendo tão assim, meio lânguido sopro de flauta de fauno,
aboio de vaqueiro das matas brancas,
ou mesmo glorificante canto gregoriano;
sem se aperceber, foram-se embora os versos perfeitos
que um poeta andarilho ousou, mesmo que mentalmente, produzir.
Salvador, BA - Brasil | Inverno meridional, 2013
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